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Notificações push: o que são e para que servem?

Notificações push: o que são e para que servem?

Já não é novidade que o número de brasileiros com um smartphone à mão não para de crescer. Segundo dados de uma pesquisa divulgada no primeiro semestre de 2017 pelo Google e pela Kantar TNS, em apenas cinco anos o volume de pessoas com um aparelho do tipo aumentou mais de quatro vezes no país — índice que supera inclusive a média global.

Isolada, a informação pode não representar muita coisa. Vista sob o olhar de quem empreende na web, porém, ela se transforma numa série de novas oportunidades de aquisição e retenção de clientes.

Pense comigo. Quantas vezes, todos os dias, você é estimulado a fazer coisas que não faria se não tivesse sido “acionado” por uma notificação no smartphone? Ler mensagens, checar ofertas, saber de uma notícia e por aí vai. Muitas são as funcionalidades das notificações, e você certamente interage com diversas delas ao longo do dia.

É o mesmo que acontece com milhões de outras pessoas que são estimuladas por sites e aplicativos não só no smartphone, mas também no computador por meio dos navegadores. São pessoas que engajam com produtos e marcas que fazem bom uso de um artifício cada vez mais comum na experiência do brasileiro na internet: as notificações push.

Afinal, o que são as notificações push?

As notificações push são mensagens disparadas por um site ou aplicativo para o smartphone ou navegador de um usuário, ou seja, existem nas versões mobile e web. Em geral, são mensagens clicáveis e que levam a pessoa a completar uma ação determinada, que depende da finalidade de quem gera a notificação.

Costumam ser compostas por ícone, título e uma mensagem curta, além de um botão com um call to action, ou “chamada para ação”, geralmente composto por um texto no imperativo, como “Inscreva-se!”

Basicamente, a ideia é atrair a atenção e estimular o engajamento por meio de um canal que permite falar diretamente com o usuário — o que tem uma série de vantagens, mas também apresenta riscos.

Como as notificações push podem ser úteis?

Diversas atividades podem se beneficiar de alguma maneira das notificações push. Se você tiver uma loja online, por exemplo, você pode lembrar seus clientes sobre um processo de compra não concluído. Se em vez disso você tiver um blog onde produz conteúdo sobre um tema específico, o que você pode fazer é criar uma notificação para convidar seus leitores a se inscreverem nas atualizações por e-mail.

É só pensar que tipo de informação pode ser útil para o seu visitante, leitor ou cliente. Se souber aproveitar bem as notificações push, você pode aumentar o seu volume de visitas, melhorar a imagem da empresa, atrair novos clientes, estreitar a relação com os que já conhecem a sua marca e até descobrir informações úteis para o direcionamento de campanhas e da sua produção de conteúdo.

E o melhor: como são personalizáveis, elas podem ser editadas de acordo com as suas necessidades e as ideias que forem surgindo.

Como usar as notificações em meu site?

Se tiver um site ou blog de pequeno porte, você pode recorrer a plugins e serviços especializados disponíveis até mesmo de graça na internet e que dão conta do recado. Existem opções que, além da notificação padrão, via navegador, oferecem também a configuração de telas de boas-vindas, barras de alerta e pop-ups, entre outras alternativas que atendem às mais diferentes demandas.

A questão, aqui, é menos técnica e mais estratégica. Como já comentamos, as notificações push representam uma série de oportunidades, mas também têm seus riscos. Você certamente já passou por alguma situação em que desinstalou um aplicativo ou abandonou um site por conta da inconveniência das notificações, certo?

Por isso, cuidado com a sua abordagem. Em primeiro lugar, seja cauteloso. Lembre-se que as pessoas demoram a perceber o valor do conteúdo das notificações. Algumas, inclusive, já estão tão habituadas a abordagens inconvenientes que sequer prestam atenção ao que é exibido num push. Não adianta tentar promover o que tem a oferecer se você não fizer isso da maneira certa.

Para causar uma boa impressão logo de cara, fale a verdade. Prometa só o que você pode oferecer e faça isso de um jeito convidativo e acolhedor. Quando induzir um usuário a fazer uma ação, conduza-o de maneira clara e objetiva. Pense na experiência dele e como você pode fazer com que ele enxergue valor no que está sendo oferecido.

Observe o comportamento e a receptividade das pessoas às suas notificações. Com o tempo, você vai conseguir identificar, através da taxa de cliques, o que convence e o que é rejeitado, podendo ajustar sua estratégia. Tudo influencia a tomada de decisão: o momento, a maneira como você se comunica e a coerência entre a sua proposta e o que a pessoa encontra de fato na hora em que se convence a clicar no push.

Todo cuidado é pouco

Além das dicas que demos acima, não se esqueça de cuidar do volume de notificações que você dispara. Se elas forem excessivas e afetarem negativamente a experiência do usuário, esteja certo de que isso vai também afetar a sua estratégia de aquisição de clientes.

Não passe a imagem de alguém que só quer se promover. Tenha em mente a ideia de que as pessoas só toleram ser “importunadas” por notificações que tenham algo de relevante para elas.

Segundo dados da Kahuna, o índice de desativação de notificações push em apps instalados em smartphones iOS — o que já dá uma ideia do comportamento do usuário também quando pensamos as notificações de sites web — costumam variar entre 20% e 60%. Isso significa que um grande volume de pessoas julga os alertas via push inconvenientes.

Lembre-se: às vezes, uma boa abordagem basta para fazer a diferença entre ser ignorado e conquistar um novo cliente ou reter os antigos. Por mais que o volume de brasileiros com um smartphone no bolso cresça acima da média global, é a sua estratégia que vai determinar se eles vão ou não dedicar alguma atenção ao que você tem a dizer.

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Marcus Pereira
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